PROBLEMAS COMUNS NO JOELHO

LESÕES

 

LESÕES NOS LIGAMENTOS: Existem quatro ligamentos no joelho, que funcionam como estabilizadores da articulação, impedindo o deslocamento anormal entre os ossos. Lesão no Ligamento Colateral Medial é a mais comum e geralmente ocorre em pancadas, com hemartrose (derrame de sangue dentro da articulação). Lesão do Ligamento Colateral Lateral é menos comum que a medial, mas normalmente é mais grave e compromete outros ligamentos e meniscos. Lesão no Ligamento Cruzado Anterior (LCA) geralmente ocorre quando há uma torção do joelho com o pé fixo no chão, acompanhada de um estalo, e impede de imediato qualquer movimentação do joelho. Pode ocasionar lesões secundárias no menisco e na cartilagem, gerando, inclusive, uma artrose. Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é resultado de queda ou outro trauma direto.

 

TENDINITE: Tendões são estruturas fibrosas à base de colágeno que unem o músculo ao osso, responsáveis por movimentar a articulação. Os principais são o tendão patelar, quadricipital e os da pata de ganso. A tendinite é um processo inflamatório que atinge os tendões, consequência do excesso de uso de um músculo por tempo prolongado, por carga exagerada ou por desgaste progressivo da articulação.

 

CONDROMALÁCEA PATELAR: A patela é um osso que se articula com o fêmur no movimento de flexão e extensão do joelho, protegendo suas estruturas. Flexões frequentes, com aumento de fricção, associadas ou não a problemas de origem anatômica, propiciam o aparecimento da condromalácea patelar, uma lesão crônica degenerativa que provoca desgaste da articulação. Também conhecida como síndrome patelo-femural ou ‘joelho de corredor’, é mais comum entre mulheres.

 

LESÃO NO MENISCO: Existem dois meniscos no joelho (o medial e o lateral), estruturas fibrocartilaginosas semicirculares que amortecem o impacto, distribuem a carga e diminuem a pressão sobre a cartilagem que recobre os ossos. As lesões no menisco podem ter causa degenerativa (desgaste progressivo, comum em pacientes acima de 40 anos) ou traumática (entorses durante atividades físicas)

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SINOVITE (‘ÁGUA NO JOELHO’): A membrana sinovial é responsável pela produção e absorção do líquido sinovial, um gel viscoso que lubrifica as articulações e evita o atrito entre elas. Trauma direto, uso excessivo da articulação, infecções ou doenças reumáticas provocam a inflamação desta membrana, causando a sinovite, o que provoca o acúmulo de líquido no joelho e edema.

  

Para fazer o diagnóstico, é preciso avaliar o histórico e as queixas do paciente e realizar o exame físico detalhado. A suspeita clínica da lesão pode ser confirmada através de exames de imagem, como radiografia, ultrassonografia (US) e ressonância nuclear magnética (RNM), ou através de ARTROSCOPIA DO JOELHO, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, que possibilita um diagnóstico mais preciso do que está ocorrendo no interior da articulação e permite certas intervenções terapêuticas. Dependendo da extensão e gravidade do caso de cada paciente, o tratamento pode ser conservador (tratamento não-invasivo) ou cirúrgico.

 

FRATURAS

SEGUIMENTO EM CONSULTÓRIO: após um primeiro atendimento de emergência, em que pode ser feito tratamento conservador ou cirúrgico da fratura, o seguimento posterior em consultório é essencial para análise da consolidação óssea, indicação da fisioterapia e evitar ou corrigir complicações.

CORREÇÃO DE SEQUELAS DE FRATURAS: as sequelas mais frequentes são a consolidação viciosa (o osso cicatriza em posição incorreta), pseudoartrose (a consolidação da fratura não acontece com o tempo) e infecções. As sequelas geralmente exigem correção cirúrgica.