Relação humanizada pode evitar excesso de exames

Os avanços tecnológicos e científicos vêm trazendo contribuições importantes em várias áreas da Medicina, com novas descobertas, procedimentos, medicamentos, instrumentos, exames e análises, que permitem diagnósticos e tratamentos mais precisos e eficazes. É a Medicina baseada em evidências. Por outro lado, isso também tem contribuído para o surgimento de dois fenômenos negativos: o overdiagnosis e o overtreatment.


Overdiagnosis ocorre quando há realização excessiva de exames ou quando o médico solicita procedimentos diagnósticos desnecessários, com maior potencial de causar danos do que benefícios, sem levar em consideração o quadro clínico do paciente e os fatores de risco. Muitas vezes, os exames são tão precisos e apresentam limites de referência tão reduzidos que passamos a considerar um problema aquilo que antes era considerado normal. Como diz o ditado popular: “Quem procura, acha”.


Isso leva ao overtreatment: adoção de terapias e intervenções desnecessárias e a medicalização da população. O médico acaba tratando todo mundo, operando todos os casos ao menor sinal de anormalidade, sem levar em consideração os benefícios efetivos e os efeitos colaterais da conduta terapêutica, no âmbito individual.



Como evitar que isso aconteça?


A exatidão prometida pelas máquinas e pelos números não pode substituir a relação humanizada e subjetiva entre o médico e o paciente. Muitas vezes pressionados pela falta de tempo, há aqueles nem ao menos examinam a pessoa, apenas pedem exames.


De fato, é preciso tempo para conhecer o paciente e fazer uma avaliação completa: exame clínico e anamnese, conversar com empatia, acolher suas queixas, entender seu contexto de vida e seu histórico de saúde e responder às suas dúvidas.


Essa relação humanizada faz com que o outro saia do consultório aliviado, com a perspectiva de ter seu problema de saúde resolvido, e permite uma prática médica em que os procedimentos diagnósticos e tratamentos sejam indicados a quem realmente precisa, no momento correto e com criterioso embasamento científico.


A Medicina é humana em sua essência, é feita de humanos para humanos. Os avanços tecnológicos devem contribuir para a saúde do paciente e não se tornar mais importantes que o indivíduo que está sendo tratado.


Esta é a maneira como entendemos e praticamos a Medicina na Ortopedia Durigan. Acreditamos que cuidar faz parte do tratamento.


Dra. Clarissa Pereira Ianoni Durigan CRM 131.297 TEOT 12.449​ Especialista em Microcirurgia e Cirurgia de mão Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e TraumatologiaMembro da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão Formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo

Dr. Jorge Rafael Durigan

CRM 121.245 TEOT 11.585 Especialista em Cirurgia do Trauma Ortopédico, Reconstrução e Regeneração óssea

Assistente do Grupo de Trauma Ortopédico da Santa Casa de São Paulo

Membro da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico

Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Formado pela Faculdade de Medicina de Marília

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