O que fazer diante da suspeita de fratura em crianças

O impacto necessário para provocar uma fratura na criança nem sempre é violento. Um tropeço seguido de queda ao chão pode ser suficiente.


O sintoma mais comum da fratura é a dor, que aumenta com o movimento ou com a tentativa de movimentar a região afetada. As crianças menores expressam que algo está errado com o choro, evitando ainda que o adulto a segure pelo local machucado. Outros sintomas são a deformidade aparente, inchaço, hematomas na pele e movimentação anormal do membro. As crianças maiores, que já conversam, geralmente apontam para o local machucado e se a dor e impossibilidade de movimentar o local persiste por algum período, ajuda médica deve ser buscada.



Em caso de suspeita de fratura, a primeira providência é imobilizar o membro fraturado e aplicar gelo no local, o que reduz a dor e o inchaço e evita que a lesão aumente, e então procurar um ortopedista.


As fraturas do esqueleto imaturo (infantis) podem ser tratadas de maneira conservadora, com imobilização gessada, ou órteses, seguido de acompanhamento radiográfico semanal. Devido à capacidade de remodelação óssea da criança, por estar em fase de crescimento, as extremidades ósseas não precisam estar perfeitamente encaixadas, aceitando determinados graus de desvios na fratura, que serão compensados durante o crescimento, evitando muitas vezes o tratamento cirúrgico, diferente do adulto.


Entretanto, fraturas com grandes desvios necessitam ser reduzidas, ou seja, colocadas no lugar. Isso pode ou não ser feito sob o efeito de anestesia. A manobra de redução realizada pelo ortopedista se adequada pode evitar a cirurgia.


Em alguns casos mais graves, que afetam a articulação ou a placa de crescimento do osso pode ser necessário a realização de tratamento cirúrgico para o adequado posicionamento dos fragmentos da fratura, seguido de fixação através de pinos, hastes, placas ou fixadores. Vale ressaltar que na criança a retirada desses materiais ( placas, hastes, ou outas sínteses) é quase obrigatória, o que acarreta uma segunda cirurgia para o paciente infantil.


Após o atendimento de emergência, é importante fazer o seguimento em consultório. É feito o controle através de radiografias para verificar a posição correta e a consolidação óssea. Após a retirada do aparelho gessado, pode ser necessário a realização de fisioterapia para melhorar o movimento. Nesse período é muito importante a orientação aos pais, sobre os riscos de re-fraturas, devido a consolidação, porém ainda não remodelação total do osso. Durante esse período a prática de atividades físicas deve ser evitada.


Na Ortopedia Durigan, contamos com especialistas para cuidar do seu filho.


Cuidar faz parte do tratamento.


Dr. Jorge Rafael Durigan

CRM 121.245 TEOT 11.585

Especialista em Cirurgia do Trauma Ortopédico, Reconstrução e Regeneração óssea

Assistente do Grupo de Trauma Ortopédico da Santa Casa de São Paulo

Membro da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico

Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Formado pela Faculdade de Medicina de Marília

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