Como tratar a síndrome do ombro congelado

A capsulite adesiva, conhecida popularmente como síndrome do ombro congelado, é uma doença auto-limitada, ou seja, cura mesmo sem tratamento. O problema é que essa cura pode levar até 2 ou 3 anos e a dor e as limitações podem ser significativas nesse período.

Ela provoca limitações na realização de tarefas diárias, como vestir a roupa ou alcançar um objeto em um local alto, com a sensação de que o ombro está “curto” ou “congelado”. Isso acontece pela inflamação da cápsula articular, tecido que reveste toda a articulação, impedindo que o ombro realize todos os seus movimentos.

A doença acomete principalmente mulheres entre 40 e 50 anos. A causa da capsulite adesiva está relacionada a fatores genéticos e a reações auto-imunes, mas não se conhece exatamente como ela é originada. Quedas, posições incorretas e a prática de esportes que sobrecarregam os ombros são fatores de risco para o surgimento da síndrome. Pessoas com diabetes, hérnia de disco cervical, disfunções na tireoide ou altos níveis de triglicérides também são mais suscetíveis ao problema.

A capsulite se apresenta em três fases:

– Fase Inflamatória/Dolorosa: Perda lenta e progressiva da capacidade de mobilidade do ombro, com dor muito forte e extremamente limitante – pode durar até 9 meses.

– Fase de Rigidez/Congelamento: Dor um pouco menos intensa com limitação, principalmente, da rotação externa do ombro (com dificuldade para colocar a mão nas costas, buscar o cinto de segurança ou prender o sutiã) – pode durar de 12 a 18 meses.

– Fase de Descongelamento: o quadro melhora progressivamente, com a resolução da doença. Na maioria dos casos, ocorre uma perda de 15-20% dos movimentos do ombro.

Em muitos casos, o diagnóstico de capsulite é feito tardiamente, pois o sintoma de dor é semelhante em casos de bursite, tendinite ou síndrome do impacto. Para fazer o diagnóstico precocemente é fundamental o exame físico, em que o especialista avalia a perda dos movimentos e a história clínica detalhada. Exames de imagem não demonstram alterações na cápsula articular, mas ajudam a diferenciar de outras causas de rigidez.

O tratamento costuma ser conservador (não-cirúrgico), com ótimos resultados. Na fase inflamatória/dolorosa são indicado medicamentos e procedimentos para diminuição da dor e inflamação, como infiltrações de corticoide e bloqueios. Na fase de rigidez/congelamento, são indicados alongamentos e reabilitação por fisioterapia para ganho de movimentação e de força muscular. Na Ortopedia Durigan, os ortopedistas especialistas em ombro podem fazer o diagnóstico e a melhor indicação de tratamento para cada caso.

Dr. Vitor Schneider Chadud

Ortopedista CRM 140.105 TEOT 13.476

Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo

Formado pela Universidade de Mogi das Cruzes - SP

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